Imunoterapia promete atrasar o aparecimento do diabetes tipo1 - Scenika - Biostock
HbA1c, diabetes
HbA1c, diabetes
16119
post-template-default,single,single-post,postid-16119,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,qode-title-hidden,paspartu_enabled,paspartu_on_bottom_fixed,qode-theme-ver-16.2.1,qode-theme-bridge,wpb-js-composer js-comp-ver-5.4.7,vc_responsive

Imunoterapia promete atrasar o aparecimento do diabetes tipo1

Teste realizado com um grupo jovem de potenciais diabéticos foi considerado promissor

 

O diabetes tipo 1 é uma doença crônica autoimune onde o pâncreas do doente não produz insulina suficiente ou, quando o corpo não consegue utilizá-la de forma eficaz.

A insulina é o hormônio que regula a glicose no sangue e é fundamental para manutenção do bem-estar do organismo, que precisa da energia dela para funcionar.

Altas taxas de glicose podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte.

A doença muitas vezes aparece já na infância e adolescência, e não apresenta cura ou formas efetivas de prevenção.

Apesar disso, estudos recentes têm obtido resultados bastante interessantes. Segundo uma das mais novas pesquisas existe grande possibilidade de atrasar o surgimento do diabetes, com a utilização de drogas que atuam no sistema imune, ou seja, através da utilização da imunoterapia.

Na pesquisa revelada pelo “The New England Journal of Medicine” utilizou-se o composto teplizumabe, que afeta o ataque do sistema imunológico que prejudica o pâncreas do diabético.

Foram selecionados então, 76 jovens com alta probabilidade de apresentar um quadro de diabetes do tipo 1. A cinquenta por cento desse grupo foi administrado o teplizumabe via intravenosa, o restante recebeu uma solução placebo (sem a substância). Ao acompanhar os efeitos das aplicações verificou-se que 43 por cento do grupo que recebeu a dose de teplizumabe acabou por manifestar o diabetes, já entre aqueles que não receberam o composto 73 por cento mostraram os sintomas da doença. A aparição da doença no grupo em que foi aplicado o medicamento, aconteceu em média, somente dois anos depois.

O retardo de dois anos para o surgimento efetivo da doença é bastante promissor, pois já se sabe que a possibilidade da doença se tornar crônica diminui conforme o passar dos anos.

A medicina atual ainda não conseguiu explicar as causas do diabetes tipo 1, isso impossibilita uma abordagem preventiva da doença e torna importantíssimo atuar nas defesas do organismo como forma de impedir o ataque ao pâncreas do diabético.

Tendo em vista que a imunoterapia não conseguiu evitar completamente o surgimento da doença, pode-se concluir que apesar de promissora, a utilização desse tipo de tratamento precisa continuar avançando com mais estudos científicos.

Fonte: saude.abril.com.br

Tags:
,